PF investiga esquema que desviou recursos da Saúde e movimentou R$ 1 bilhão

Segundo a PF, a principal empresa investigada recebeu, entre 2007 e 2025, mais de R$ 1 bilhão em recursos públicos de origem federal

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, no Ceará (CE) e na Paraíba (PB), nesta quinta-feira (8/10), operação para desarticular uma organização criminosa investigada por supostos desvios de recursos públicos destinados à área da saúde, além da prática de crimes de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e fraude documental.

As investigações indicam que a principal empresa investigada celebrou contratos com entes subnacionais e recebeu, entre 2007 e 2025, mais de R$ 1 bilhão em recursos públicos de origem federal repassados.

A investigação que resultou na Operação Insidioso teve início após a identificação de movimentações financeiras envolvendo elevados saques em espécie e evoluiu para a apuração de um complexo esquema que, em tese, utilizava empresas de fachada e documentos ideologicamente falsos para desviar recursos provenientes de contratos públicos celebrados por entidades atuantes no setor da saúde.

Nesta quinta-feira (8/10), foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, 24 de busca e apreensão e dois de sequestro de veículos nas cidades de Fortaleza, Caucaia, Eusébio e Tauá, no Ceará, e em Campina Grande, na Paraíba. As medidas foram autorizadas pela 32ª Vara Federal da Seção Judiciária do Ceará.

A decisão judicial também determinou o afastamento cautelar de cinco gestores das atividades gerenciais, financeiras ou de representação da principal entidade investigada e demais entes congêneres contratados pelo poder público, bem como da administração das pessoas jurídicas investigadas.

Também foi determinado o sequestro de 38 imóveis e 82 veículos supostamente vinculados aos investigados, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas relacionadas aos fatos apurados.

A PF afirmou que as medidas patrimoniais têm como finalidade assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos e evitar a dissipação de ativos supostamente adquiridos com recursos de origem ilícita.

Fonte: PF investiga esquema que desviou recursos da Saúde e movimentou R$ 1 bilhão