Segundo investigações, suspeitos intimidavam e ameaçavam outros provedores do serviço
Dois foram presos; ação cumpre 15 mandados de busca e apreensão
Uma operação da PF (Polícia Federal) e do MPF (Ministério Público Federal) na manhã desta quarta-feira (4) prendeu duas pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa voltada à interrupção de serviços de telecomunicação em Cabo Frio (RJ). Os alvos, segundo a PF, haviam monopolizado ilegalmente a oferta de serviços de internet e estabelecido controle territorial sobre o bairro Jacaré, na região dos lagos.
Isso ocorria por meio de uma empresa controlada pelos suspeitos mas que, apesar disso, estava em nome de laranjas —medida voltada a esconder a verdadeira estrutura de controle da organização, de acordo com as investigações.
A ação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão, autorizados por decisão que estabeleceu também medidas cautelares a outros investigados. Além de Cabo Frio, as buscas abrangeram os municípios de Rio de Janeiro, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia e Araruama. Entre as condutas identificadas pelas autoridades estão danos a equipamentos de telecomunicação, corte de cabos e a intimidação de funcionários de outras provedoras.
Os suspeitos também impediam que outras empresas oferecessem serviços no local, de acordo com a PF. Eles devem responder, segundo a polícia, pelos crimes de furto qualificado, interrupção de serviços de utilidade pública e organização criminosa, "sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser identificados no decorrer das investigações".
Fonte: PF mira suspeitos de monopolizar oferta de internet no Rio - 04/03/2026 - Cotidiano - Folha
Grupo é suspeito de desviar US$ 2,6 milhões de carteiras de cripto em exchange dos EUA
O furto eletrônico de criptoativos no valor de aproximadamente US$ 2,6 milhões, subtraídos de carteiras mantidas em uma exchange sediada nos Estados Unidos
A PF (Polícia Federal) realiza, nesta terça-feira (3), uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudes eletrônicas em carteiras de criptoativos e lavagem internacional de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo teria furtado cerca de US$ 2,6 milhões de carteiras mantidas em uma exchange sediada nos Estados Unidos.

Denominada como Operação Decrypted II, a ação cumpre um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão, além do sequestro de bens dos investigados, na cidade de Imperatriz, no Maranhão.
De acordo com a PF, as investigações tiveram início após informações repassadas pela da El Dorado Task Force da HSI (Homeland Security Investigations), em Nova Iorque.
Após aproximadamente um ano de apuração, a polícia conseguiu identificar e localizar pessoas ligadas ao furto eletrônico dos criptoativos. Segundo a corporação, a atuação dos suspeitos localizados no Brasil são centralizadas, principalmente, no Maranhão.
Foram identificadas ainda movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados, que recebiam valores elevados de provedoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs) sem justificativa comercial ou negocial aparente.
A PF informou que as medidas ostensivas são resultados da prática frequente de transferências de altos valores em criptoativos, mesmo após o cumprimento de mandados de busca na primeira fase das investigações, comprovando a continuidade da prática criminosa por parte de um dos investigados.
Fonte: Operação da PF mira grupo por fraude e lavagem internacional de dinheiro | CNN Brasil
A CPMI do INSS ainda não recebeu o conteúdo da quebra do sigilo bancário, telemático e fiscal do executivo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Isso porque a Polícia Federal está fazendo uma triagem no material, separando apenas o que diz respeito a operações de crédito consignado, que são objeto de apuração do colegiado. De acordo com o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), a medida foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que autorizou o compartilhamento de provas no último dia 20.
Agora, a previsão é a de que os parlamentares tenham acesso às provas coletadas pela PF dentro de uma semana. O banqueiro é peça-chave de um esquema bilionário de fraude e a revelação do conteúdo do seu celular é acompanhada com apreensão tanto por integrantes do próprio STF quanto entre parlamentares que temem ser arrastados para o centro do escândalo.
“Tô mantendo
contato com ele [Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal] direto. Cobrei, ele me disse ‘Olha, senador, é só terminar a separação do que é realmente de empréstimo consignado’, que aí vêm pra nós os arquivos. Por determinação do ministro André, ficou limitado à questão do consignado”, disse Viana.
A menos de oito meses das próximas eleições, a CPMI se tornou um dos principais focos de embate no Congresso entre o governo Lula e a oposição. Na última quinta-feira (26), o Palácio do Planalto sofreu um revés ao ser confrontado com a aprovação de uma lista de de 87 requerimentos, entre eles a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. A quebra já havia sido decretada no mês passado pelo próprio Mendonça a pedido da PF, conforme revelou o Poder360.
“O [material do sigilo] do Vorcaro eu vou deixar tudo liberado. Eu ia deixar numa sala cofre, minha preocupação era o uso das informações particulares dele. Mas como virão somente as informações dos consignados, vou deixar liberado [o acesso] para os parlamentares”, acrescentou o presidente da CPMI.
Fonte: Master: PF faz triagem em celular de Vorcaro antes de enviar material à CPI do INSS
Desvios em licitações e lavagem de capitais são apurados na Operação Lamaçal
Santa Cruz do Sul/RS. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (26/2), a segunda fase da Operação Lamaçal. O objetivo é apurar o possível desvio de recursos públicos federais do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) repassados à administração municipal de Lajeado/RS, em razão das enchentes ocorridas no mês de maio de 2024.
A primeira fase da operação foi deflagrada no mês de novembro de 2025, e a análise parcial do material apreendido corroborou a hipótese de direcionamento das licitações. As investigações identificaram irregularidades em três licitações da Prefeitura de Lajeado envolvendo empresas de um mesmo grupo econômico, contratadas para prestar serviços de assistência social. Há indícios de que as escolhas não observaram a proposta mais vantajosa e de que os valores pagos estavam acima dos preços de mercado.

A operação contou com 20 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão temporária expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, além do sequestro de veículos e do bloqueio de ativos.
As diligências aconteceram nos seguintes municípios do Rio Grande do Sul: Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Salvador do Sul, Fazenda Vilanova, Novo Hamburgo e Porto Alegre.
Foi decretado, ainda, o afastamento cautelar de cargo público ocupado por dois investigados, além da prisão temporária de outros dois. Também foram apreendidos três veículos, aparelhos eletrônicos e documentos relacionados ao caso.
Os investigados poderão responder pelos crimes de desvio, ou aplicação indevidamente, de rendas ou de verba pública; de contratação direta ilegal, de fraude em licitação ou em contrato, de corrupção passiva, de corrupção ativa, de associação criminosa, de lavagem de dinheiro, dentre outros.
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