Quadrilha investigada por desvios de recursos públicos, corrupção e fraudes licitatórias em contratos com prefeitura do Recife é alvo de operação da PF
Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em três cidades: Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. Não houve prisões nesta terça-feira (2).
Uma quadrilha investigada por corrupção de servidores públicos, desvios de recursos públicos e fraudes licitatórias em contratos firmados com a
prefeitura do Recife foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) na manhã desta terça-feira (2). Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Recife, no Cabo de Santo Agostinho e em Jaboatão dos Guararapes.
Segundo a PF, as investigações da Operação Check-in começaram neste ano após a apreensão de canhotos de cheques no âmbito de outra operação, denominada Firenze, apontar "pagamento de vantagem indevida a agente público do alto escalão da prefeitura do Recife por parte de uma empresa contratada pelo município". O nome e o cargo dele não foram divulgados.
Ainda de acordo com a PF:
* os desvios aconteceram em contratos de terceirização de mão de obra em 2020;
* a empresa investigada recebeu R$ 25,8 milhões da Prefeitura do Recife no referido ano;
* desse total, aproximadamente R$ 17 milhões foram custeados com recursos federais;
* a empresa investigada já mantinha relação contratual com a prefeitura "em exercícios anteriores ao de 2020, o que levanta a possibilidade de o prejuízo ao erário ser ainda mais robusto";
* nenhum integrante da quadrilha ter sido preso, mas os suspeitos podem responder por corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa, fraude em licitação ou contrato e lavagem de capitais.
O g1 perguntou à Polícia Federal o que foi apreendido na Operação Check-in, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
Fonte: PF investiga desvios e fraudes em contratos com a prefeitura do Recife | G1
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União realizam hoje uma nova fase da operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.
Pessoas ligadas a três entidades são alvos de medidas expedidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). As entidades investigadas nesta fase são: Amar/Masterprev, Abapen e Unibap. Ao todo, são cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, oito cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal.

"A ação desta data tem como finalidade aprofundar as investigações que visam esclarecer a prática de diversos crimes contra a administração pública, tais como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial", diz a PF.
Novo delegado
Essa é a primeira fase da Sem Desconto após a troca do delegado responsável pela coordenação do caso. A mudança gerou mal-estar com o gabinete do ministro do STF André Mendonça, relator do caso.
Como mostrou a colunista do UOL Carla Araújo, Mendonça tem monitorado possível pressão sobre investigadores do caso devido a uma das frentes da operação mirar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Iniciada em 2025, a operação Sem Desconto avança nos últimos meses em negociações de acordo de colaboração premiada.
Fonte: PF mira três entidades em nova fase de operação sobre fraudes no INSS
Agentes saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ex-governador Cláudio Castro (PL) é alvo, nesta terça-feira (26), da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga crimes financeiros envolvendo o Banco Master.
Nesta etapa, a PF apura aportes de R$ 3 bilhões de recursos públicos do Rio de Janeiro para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões. O dinheiro, segundo a investigação, partiu do Rioprevidência, fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado.

Agentes saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Um desses mandados foi cumprido na casa de Castro, na cobertura de um prédio na Península, um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
O advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou que o ex-governador acompanhava as buscas “com serenidade”.
É a 2ª vez, em menos de 15 dias, que a PF bate na porta de Castro. Em 15 de maio, agentes cumpriram na casa dele um mandado de busca na Operação Sem Refino, contra supostas fraudes fiscais na Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos.
Barco de Papel
A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência no Master — foram R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024.
Em decorrência dessa operação, Deivis Marcon Antunes, presidente do fundo à época da Barco de Papel, foi preso no início de fevereiro, em uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal no Sul Fluminense. Àquela ocasião, ele já tinha sido exonerado.
Agentes voltaram à casa de Deivis nesta terça, em Botafogo, na Zona Sul.
A PF informou que a fase desta terça mira outras aplicações, de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, “totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência”.
CPI na Alerj
No início do mês, o deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou que havia obtido assinaturas necessárias para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a fim de investigar os investimentos do RJ no Master. A CPI ainda não foi instalada.
De acordo com os dados apresentados na Alerj, o Rioprevidência investiu quase R$ 1 bilhão diretamente no Banco Master. Além disso, o fundo de previdência estadual também aplicou cerca de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição financeira.
Parte desses investimentos, segundo os parlamentares, foi feita mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que chegou a proibir novos aportes do Rioprevidência no banco.
Segundo Serafini, a Cedae também realizou investimentos no Banco Master. Os valores somam R$ 200 milhões.
Fonte: Cláudio Castro é alvo da PF por aportes no Banco Master | G1
Batizada de Operação Kingdom, ação foi realizada em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) e teve como alvo cinco municípios do Cariri.
Uma operação da Polícia Federal (PF) foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (21) com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos federais, corrupção e lavagem de dinheiro. Batizada de Operação Kingdom, ação foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e teve como alvo cinco municípios do Cariri.
Segundo
a Polícia Federal, foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão nas cidades de Juazeiro do Norte, Jardim, Barbalha, Aurora e Porteiras, além do município de Sobral.
A Justiça determinou o afastamento cautelar de dois agentes políticos de Jardim, em decisão autorizada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, fraude à licitação, corrupção, lavagem de dinheiro, peculato e falsidade ideológica, entre outros delitos ainda investigados.
Investigação da PF
De acordo com as investigações, cinco empresas são suspeitas de integrar o esquema, com núcleo de atuação no município de Jardim. As empresas apresentam indícios de fachada, vínculos familiares e uso de terceiros para direcionar contratos públicos e ocultar recursos desviados.
A PF também identificou indícios de licitações direcionadas para favorecer empresas previamente escolhidas. Uma das investigadas teria movimentado cerca de R$ 290 milhões, com suspeitas de lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
As cinco empresas mantiveram contratos com mais de 30 municípios do Ceará, Pernambuco e Piauí. Juntas, teriam recebido mais de R$ 15 milhões em recursos públicos federais, além de aproximadamente R$ 32 milhões de órgãos públicos.
Fonte: Operação da PF investiga organização criminosa no Cariri
A finalidade, segundo as investigações, era capturar as credenciais de acesso de servidores do INSS para realizar empréstimos fraudulentos.
A Polícia Federal investiga a instalação clandestina de um dispositivo eletrônico em computador da agência da Previdência Social no município de Novo Oriente, no interior do Ceará.

A finalidade, segundo as investigações, era capturar as credenciais de acesso de servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para realizar empréstimos fraudulentos.
Nesta quarta-feira (20), a PF deflagrou a quarta fase da Operação Oriente 327 para apurar os crimes na cidade cearense.
Um mandado de busca e apreensão foi cumprido no estado de São Paulo para coleta de provas, segundo a Polícia.
De acordo com o órgão, caso se comprove o crime, os investigados responderão pelos crimes de invasão de dispositivo informático e de estelionato qualificado.
Fonte: PF investiga tentativa de invasão ao sistema do INSS no Ceará | G1
A Polícia Federal realiza busca em endereços de gestores do fundo de previdência de servidores de Cajamar (SP) por suspeita em aportes milionários no banco Master.
Estão sob investigação aportes de R$ 87 milhões no banco de Daniel Vorcaro realizados entre agosto de 2023 a março de 2024. À época, a cidade era governada por Danilo Joan, atual vice-presidente estadual do PP e aliado do senador Ciro Nogueira (PI) — que foi alvo de operação da PF na semana passada por suspeita de receber propina de Vorcaro.
Joan não é alvo da operação, batizada de Off Balance. A participação do ex-prefeito nos aportes ainda será aprofundada pela PF. Além dos R$ 87 milhões investidos no Master, a PF apura outros R$ 20 milhões aportados no banco Daycoval.
Outro lado
A coluna tenta contato com a prefeitura de Cajamar, e o texto será atualizado quando houver manifestação. Já o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), publicou ontem um vídeo em que nega envolvimento no caso Master. "Nunca recebi nenhum valor ilícito ou cometi qualquer irregularidade que seja, nesse caso ou em qualquer outro", disse.
Buscas no estado de SP
Ao todo, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Cajamar, Boituva e na capital paulista. Os mandados foram expedidos pela
9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
A PF investiga a prática de gestão temerária de recursos previdenciários públicos, mediante direcionamento de investimentos de alto risco em Letras Financeiras dos bancos Master e Daycoval. A apuração até o momento indica que a compra de letras financeiras dos bancos foi realizada sem análise técnica adequada, com falhas de governança, ausência de estudos de risco e possível favorecimento ao Master.
Fonte: PF mira gestão de aliado de Ciro Nogueira por aporte no Master
Deputado é alvo de operação da PF sobre fraudes em castração animal no RJ
A Polícia Federal deflagrou hoje uma operação que investiga suspeitas de fraude milionária em licitações e contratos de castração de animais ligados à Seapa (Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro).

O que aconteceu
O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) é um dos alvos da operação, apurou o UOL. Ele é ex-secretário de Agricultura do estado, pasta pela qual os contratos investigados foram firmados. Contratos sob suspeita somam R$ 200 milhões e têm como objeto serviços de castração e esterilização de animais. A operação, batizada de Castratio, mira a atuação de um grupo suspeito de operar no âmbito da secretaria.
Os mandados são executados no estado do Rio e de São Paulo. No Rio, os agentes cumprem as ordens judiciais em Itaocara, Macaé, Niterói e na capital fluminense. Em São Paulo, nas cidades de São Roque e Mairinque.
Investigação apura irregularidades em contratos firmados entre o governo do estado e uma empresa privada. A PF diz que identificou indícios de direcionamento, superfaturamento e fraude à licitação, além de outros possíveis crimes.
Além de organização criminosa, os investigados podem responder por frustração do caráter competitivo da licitação e lavagem de dinheiro. A PF afirma que outras suspeitas podem surgir ao longo do inquérito.
Fonte: PF mira fraudes em licitações de castração animal no RJ; deputado é alvo
Foco da operação deflagrada na semana passada pela Polícia Federal (PF), a influência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro no Congresso tinha como pano de fundo, de acordo com as investigações, o interesse em projetos que poderiam impactar seus negócios. A apuração identificou que a agenda legislativa do fundador do Banco Master incluía uma proposta que regulamentou o mercado de carbono no Brasil, área em que Vorcaro possuía investimentos, e outra que tratava sobre transição energética.

Ao autorizar buscas em endereços do senador Ciro Nogueira (PP-PI), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), também cita uma emenda apresentada pelo parlamentar para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a investidores. A medida, que não chegou a ser aprovada, beneficiaria o Master, que tinha a garantia do fundo como uma das principais estratégias de negócio para alavancar investimentos em seus Certificados de Depósitos Bancários (CDBs). Em sua decisão, porém, Mendonça faz a ressalva de que “não teria sido um episódio isolado”, ao mencionar essas outras duas propostas.
A suspeita dos investigadores é que Vorcaro também tenha atuado para modificar os projetos enquanto ainda eram discutidos no Congresso. A PF aponta que, em novembro de 2023, o ex-dono do Master ordenou a retirada, na casa de Nogueira, de envelopes com minutas de projetos de lei para que fossem revisados e, posteriormente, devolvidos a um servidor vinculado ao parlamentar. O senador do PP, contudo, não chegou a apresentar emendas nesses projetos. Procurado, ele também negou ter feito qualquer pedido em relação aos textos. A defesa de Daniel Vorcaro, disse que não iria comentar.
Emenda
No caso do projeto sobre mercado de carbono, as suspeitas de autoridades recaem sobre uma emenda apresentada pelo atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em dezembro de 2023, quando ainda não havia assumido o cargo. O deputado é próximo de Nogueira, que trabalhou para que o aliado fosse escolhido como sucessor de Arthur Lira (PP-AL) no comando da Casa.
Motta nega ter tratado do assunto com Nogueira. Ele diz que a emenda apresentada foi “resultado de um acordo partidário” e destacou que “o ato de legislar não é crime”. “A emenda apresentada garante que parte do faturamento do setor de seguros seja voltada para a compra de crédito de carbono como forma de assegurar a aplicação de recursos na sustentabilidade ambiental, principalmente quando se trata de atividades poluidoras. Ao aprovar a emenda, o Legislativo considerou que ela cumpre os critérios constitucionais”, diz, em nota.
O mercado de carbono é um instrumento usado por empresas para compensar suas emissões de gases de efeito estufa. Elas podem comprar títulos lastreados em projetos que reduzem emissões ou capturam carbono da atmosfera, os chamados créditos de carbono. O mecanismo é considerado essencial para estimular medidas de combate ao aquecimento global.
A emenda apresentada por Motta, e que foi incorporada à versão final da lei, obriga entidades de previdência privada, sociedades de capitalização e resseguradoras a investir um percentual mínimo de suas reservas em créditos de carbono ou em fundos ligados a esses ativos. Na prática, a medida criou um mercado cativo, beneficiando empresas que atuam no setor.
Uma dessas empresas é a Golden Green Participações, criada para operar no mercado de carbono, e que, segundo a PF, tinha conexões com a teia de fundos do Banco Master. A Golden Green recebia recursos do fundo Jade, abastecido com aportes que tinham o banco de Vorcaro como origem. A movimentação de recursos por fundos é vista por investigadores como uma forma de dificultar a identificação dos cotistas dos fundos.
Além da Golden Green, outra empresa que atua no setor, a Global Carbon, possuía investimentos de fundos ligados à rede de Vorcaro. Esses fundos eram administrados pela Reag, que teve sua liquidação determinada pelo Banco Central por suspeita de fraude financeira.
Após a sanção da lei, a emenda apresentada por Motta foi questionada judicialmente pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). Em ação no STF, a entidade pede a suspensão imediata do dispositivo e prevê que a obrigação imposta a empresas do setor injetará até R$ 9 bilhões ao ano, valor maior do que o mercado de carbono conseguiria absorver.
Shigueo Watanabe Jr., pesquisador do Climainfo, diz que a emenda, tal qual foi redigida, faz com que as seguradoras, que “não têm nada que ver com mercado de carbono, porque não têm emissão para reduzir”, terão de reservar esses valores, já que cria um mercado cativo.
“Não existe nada mais capitalista do que ter mercado cativo, é o sonho dourado de toda empresa. Todo mercado de carbono funciona para que as indústrias possam ir calibrando que horas elas vão mudar de patamar e parar de queimar combustíveis fósseis e não ter mais que comprar crédito de carbono. Do jeito que está, as seguradoras nunca vão conseguir se livrar disso”, disse ele. (Com informações do portal O Globo)
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