Agentes e procuradores saíram para cumprir 9 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.
A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (25), com apoio do Ministério Público Federal (MPF), a 2ª fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude bilionária nas Americanas — cujo prejuízo, agora, pode chegar a R$ 54 bilhões, de acordo com os laudos técnicos periciais.

Agentes e procuradores saíram para cumprir 9 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos envolvidos de R$ 54 bilhões.
Desta vez, a força-tarefa busca apurar se acionistas das Americanas e representantes de bancos privados também participaram do esquema.
Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, ex-executivos da companhia montaram um esquema para inflar artificialmente os lucros e o caixa da empresa, ocultando dívidas e manipulando balanços para valorizar as ações negociadas na Bolsa.
De acordo com a investigação, os envolvidos recebiam bônus milionários atrelados ao desempenho financeiro e lucravam com a venda de papéis valorizados artificialmente.
“Os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, afirmou a PF.
“As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa”, emendou.
Fonte: Fraude nas Americanas: PF cumpre mandados e bloqueia R$ 54 bilhões | G1
Suposto esquema em licitações que teria desviado R$ 5 milhões envolve ex-integrante da Administração Cettolin
A Polícia Federal trabalha para concluir entre setembro e outubro deste ano as investigações da Operação Lamaçal, que apura um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo contratos firmados pela Prefeitura de Lajeado e que envolve uma empresa de Garibaldi, que supostamente atuaria como laranja da empresa Arki. O prejuízo estimado aos cofres públicos pode chegar a R$ 5 milhões.
A informação foi confirmada pelo delegado da Polícia Federal Marconi Silva, responsável pela investigação. Segundo ele, o material apreendido nas duas fases da operação tanto em Garibaldi, quanto nas outras cidades, continua sendo analisado por equipes da Polícia Federal, etapa considerada decisiva para o encerramento do inquérito. A expectativa é de que a análise técnica seja finalizada entre agosto e setembro, permitindo a conclusão formal das investigações ainda no segundo semestre.
Entre os principais alvos da operação estão o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo (União Brasil), e a empresária Lorena Mercalli, ligada às empresas Arki Serviços e Plati Serviços. Ambos chegaram a ser presos durante a segunda fase da operação, mas foram liberados dias depois. A Polícia Federal sustenta que as investigações apontam indícios de direcionamento de licitações e favorecimento empresarial em contratos públicos.
Embora o foco principal da investigação esteja em Lajeado, a Operação Lamaçal também teve desdobramentos em Garibaldi. Durante as duas fases da operação, agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão no município, onde um ex-secretário municipal que atuou na administração Cettolin chegou a ser preso. As diligências ocorreram em endereços ligados a empresas investigadas e a pessoas que teriam mantido relações profissionais com o grupo econômico alvo da apuração.
Conforme a polícia, ex-integrantes do governo do ex-prefeito Antônio Cettolin (MDB) passaram a ser investigados por possíveis vínculos no esquema de corrupção. Um dos ex-secretários teria deixado a administração municipal para atuar junto a uma das empresas investigadas, enquanto familiar de outro ex-secretário apareceu nas investigações por supostas ligações societárias que estão sendo apuradas pelas autoridades.
Ainda conforme o delegado Marconi Silva, os elementos reunidos até agora indicam a existência de um possível conluio entre agentes públicos e empresas privadas para direcionar processos licitatórios. A investigação aponta indícios de utilização de orçamentos fictícios, cláusulas restritivas em editais e contratação de empresas sem a observância da proposta mais vantajosa para a administração pública. O inquérito teve origem na análise de contratos custeados com recursos federais do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). Com o avanço das investigações, a PF identificou outros contratos sob suspeita, todos ligados ao mesmo grupo econômico investigado.
Ao final da investigação, os envolvidos poderão responder por crimes como fraude em licitação, contratação direta ilegal, peculato, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A expectativa agora é pela conclusão do relatório final da Polícia Federal, documento que servirá de base para eventuais denúncias do Ministério Público Federal e para o avanço do caso na esfera judicial.
Com a reta final da Operação Lamaçal se aproximando, cresce a expectativa sobre o alcance das conclusões da PF e sobre quem poderá ser formalmente responsabilizado em um dos maiores casos de investigação envolvendo recursos públicos na região nos últimos anos. A opinião pública também está indignada e estarrecida, pois este desvio de recursos do possível esquema teria sido feito durante a enchente que assolou o Estado, um dos piores momentos vividos por famílias que perderam absolutamente tudo com as águas.
Fonte: Polícia Federal está perto de concluir a Operação Lamaçal | Polícia | Portal Adesso
Mandados foram cumpridos nesta terça-feira (16), em Senhor do Bonfim e região. Investigação começou após destruição de 90 mil pés de maconha encontrados às margens da BR-407, entre os municípios de Ponto Novo e Filadélfia.
Seis pessoas foram presas nesta terça-feira (16) durante a Operação Farol da Caatinga, deflagrada pela Polícia Federal para combater o tráfico de drogas, nas cidades de Senhor do Bonfim e Juazeiro, no norte da Bahia.

Ao todo, a Justiça expediu cinco mandados de prisão preventiva, dos quais quatro foram cumpridos. Além disso, duas pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Também foram executados seis mandados de busca e apreensão: quatro em Senhor do Bonfim, um em Juazeiro e um em Belém do São Francisco, no sertão pernambucano.
Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início em 2025, após a erradicação de um plantio de maconha às margens da BR-407, entre os municípios de Ponto Novo e Filadélfia, no norte baiano. Na ocasião, cerca de 90 mil pés da droga foram destruídos.
Durante a ação que deu origem às investigações, os policiais apreenderam aparelhos celulares, anotações e entorpecentes, além de prender em flagrante um suspeito de tráfico de drogas.
A partir da análise do material recolhido, a PF identificou outros envolvidos no esquema criminoso, incluindo pessoas apontadas como financiadores e responsáveis pelo gerenciamento de plantios ilícitos na região.
Com base nos elementos reunidos durante a apuração, a Justiça da Bahia autorizou as prisões preventivas dos investigados.
Durante o cumprimento dos mandados desta terça-feira, os agentes apreenderam armas de fogo, drogas, dinheiro e veículos. A Operação Farol da Caatinga contou com o apoio da Polícia Militar da Bahia e da Polícia Militar de Pernambuco.
Fonte: Seis pessoas são presas em operação da PF contra o tráfico de drogas | G1
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