Polícia Federal apreendeu 49 mil dólares em dinheiro vivo ligados ao senador Jaques Wagner em Brasília(DF)
O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula (PT) no Senado, foi intimado pela Polícia Federal a depor em agosto na investigação relativa ao caso Master. Ele foi alvo de operação em junho sob suspeita de ter recebido pagamentos do banco
de Daniel Vorcaro, por meio da empresa da nora do parlamentar e de um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões.

A apuração foi feita a partir da análise de material apreendido com Augusto Lima, ex-sócio do Master e próximo a Wagner.
O depoimento está previsto para a primeira semana de agosto. Procurada, a defesa do senador ainda não se manifestou. Em evento em Salvador, Wagner afirmou nesta terça que, por orientação da sua defesa, não irá falar sobre o tema. "Eu estou falando só sobre campanha e ele responde sobre isso aí. Mas eu estou tranquilo. Acho que, assim como em 2018, a inocência será provada, independente dessa agitação que está agora."
O senador foi alvo de busca e apreensão em fase da Operação Lava Jato, em 2018. Na operação da PF sobre o Master que mirou o parlamentar, foram encontrados US$ 55 mil e 33 mil euros (cerca de R$ 471 mil, em valores atuais) em endereços ligados a ele.
Wagner defendeu que o dinheiro, aproximadamente US$ 55 mil, tem origem legal. "Algumas vezes, eu indo viajar, comprei dólar no Banco do Brasil. Mas toda vez que você viaja pelo Senado tem diária, que pode ser paga, depositada na sua conta ou pedida em dólar. Sempre peço em dólar, que é uma forma também de eu economizar e guardar", disse o senador.
A busca e apreensão contra o senador levou o petista a deixar o cargo de líder do governo Lula no Senado. Sua saída foi consumada depois de reunião de cerca de duas horas com Lula em 24 de junho. O chefe do governo estudava demitir seu aliado, mas preferia que o próprio
senador tomasse a iniciativa de se afastar. "Decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do governo no Senado Federal", escreveu Wagner nas redes sociais, após a saída da liderança. "Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado."
Fonte: Jaques Wagner é intimado a depor no caso do Banco Master - 21/07/2026 - Política - Folha
Mandado de busca e apreensão foi cumprido na cidade nesta terça-feira (14). Segundo a investigação, vítimas eram atraídas com falsas ofertas de emprego e acabavam submetidas a trabalho forçado.
A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta terça-feira (14), um mandado de busca e apreensão em São José dos Campos durante uma operação que investiga um esquema de tráfico internacional de pessoas.
Segundo a corporação, os suspeitos aliciavam brasileiros com falsas promessas de emprego no Sudeste Asiático.
De acordo com a PF, a investigação apura o recrutamento de vítimas para os chamados "scam centers", centros utilizados para aplicação de golpes eletrônicos. Nesses locais, as pessoas eram obrigadas a trabalhar sob ameaças e agressões, após terem os passaportes retidos e serem privadas de liberdade.
A investigação começou após uma comunicação do Ministério das Relações Exteriores sobre a repatriação de brasileiros que apresentavam indícios de terem sido vítimas de tráfico de pessoas na região de fronteira entre Camboja e Vietnã.
Segundo a Polícia Federal, os investigados prometiam altos salários, vagas de emprego no exterior e custeavam as despesas da viagem. Ao chegarem ao destino, porém, as vítimas eram forçadas a participar de fraudes eletrônicas aplicadas contra pessoas de diversos países.
Além do mandado de busca em São José dos Campos, a 6ª Vara Federal de Santos decretou a prisão preventiva de um dos investigados, que está no Camboja desde julho de 2025 e é considerado foragido.
A Justiça também determinou a inclusão do nome dele na lista de Difusão Vermelha da Interpol. Um segundo investigado foi alvo de medidas cautelares.
As vítimas já retornaram ao Brasil. Os investigados não tiveram as identidades reveladas pelas autoridades. Eles poderão responder pelo crime de tráfico internacional de pessoas.
Fonte: Tráfico internacional de pessoas: PF faz operação em São José | G1
Investigadores da Polícia Federal que apuram suspeitas de corrupção e crimes financeiros pediram ao Ministério da Saúde os processos de contratação da Star Pharma, uma distribuidora de medicamentos mencionada em inquérito da operação Carbono Oculto com ligações à rede de negócios dos investigados conhecidos como Beto Louco e Primo.

O ministério entregou o material em maio à equipe da Delecor (Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros) da Superintendência da PF no Distrito Federal. A análise está sob sigilo.
Os investigadores tiveram acesso aos processos digitais que reúnem os documentos das licitações vencidas pela Star Pharma, além dos trâmites relacionados às entregas de medicamentos e outros produtos da empresa. São seis contratos assinados entre abril de 2024 e maio de 2026, somando cerca de R$ 220 milhões, para entrega de insulina e preservativos ao SUS.
Procurada, a Polícia Federal não afirmou se existe um inquérito aberto ou quais são as suspeitas envolvendo a empresa. Disse apenas que "não confirma nem se manifesta sobre eventuais investigações em andamento". O Ministério da Saúde afirmou que não há "evidência de irregularidade" nos processos licitatórios nem informação de investigação da PF envolvendo a pasta.
"Os contratos foram realizados por meio de licitação pública em que a vencedora apresentou preços cerca de 30% menores e atendeu aos requisitos legais exigidos a todos os concorrentes", declarou.
Em nota, a Star Pharma afirma que elogia a iniciativa das autoridades de "apurar em profundidade todos os processos licitatórios e contratuais" dos fornecimentos de produtos ao SUS. A empresa afirma ainda que a análise "comprovará a total correção e integridade das práticas adotadas pela empresa".
A fornecedora do SUS também afirma que irá pedir uma auditoria dos contratos junto ao Ministério da Saúde para comprovar "a absoluta conformidade e ética" da sua conduta. Na representação que baseou a operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) incluiu a Star Pharma em uma lista de empresas que seriam ligadas "direta ou indiretamente" a Mohamad Hussein Mourad. Conhecido como Primo, ele é um dos principais investigados, está foragido e tenta delação.
A Promotoria ainda afirma que a empresária Andrea Cristina Alves Borges, a única sócia da Star Pharma até novembro de 2025, teria atuado como "laranja", segundo a Promotoria em empresas do grupo de Primo e de Roberto Leme, o Beto Louco, que também está no centro das suspeitas.
A investigação mira a inserção do crime organizado no setor de combustíveis. A Star Pharma e Andrea não foram alvos das ações policiais, que até agora não têm como foco contratos do SUS. O MP-SP aponta que o grupo de Beto Louco e Primo atuaria na venda de combustível
adulterado e utilizava fintechs e fundos de investimento para movimentar os recursos.
O documento que menciona a atuação de Andrea baseou a operação Fluxo Oculto, feita no fim de maio de 2026 como desdobramento da Carbono Oculto. O Ministério Público diz que ela participou da reorganização financeira dos postos de gasolina após o início
das apurações.
Os investigadores tiveram acesso aos processos digitais que reúnem os documentos das licitações vencidas pela Star Pharma, além dos trâmites relacionados às entregas de medicamentos e outros produtos da empresa. São seis contratos assinados entre abril de 2024 e maio de 2026, somando cerca de R$ 220 milhões, para entrega de insulina e preservativos ao SUS. Procurada, a Polícia Federal não afirmou se existe um inquérito aberto ou quais são as suspeitas envolvendo a empresa. Disse apenas que "não confirma nem se manifesta
sobre eventuais investigações em andamento".
O Ministério da Saúde afirmou que não há "evidência de irregularidade" nos processos licitatórios nem informação de investigação da PF envolvendo a pasta.
"Os contratos foram realizados por meio de licitação pública em que a vencedora apresentou preços cerca de 30% menores e atendeu aos requisitos legais exigidos a todos os concorrentes", declarou.
Em nota, a Star Pharma afirma que elogia a iniciativa das autoridades de "apurar em profundidade todos os processos licitatórios e contratuais" dos fornecimentos de produtos ao SUS. A empresa afirma ainda que a análise "comprovará a total correção e
integridade das práticas adotadas pela empresa". A fornecedora do SUS também afirma que irá pedir uma auditoria dos contratos junto
ao Ministério da Saúde para comprovar "a absoluta conformidade e ética" da sua conduta.
Na representação que baseou a operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) incluiu a Star Pharma em uma lista de empresas que seriam ligadas "direta ou indiretamente" a Mohamad Hussein Mourad. Conhecido como Primo, ele é um dos principais investigados, está foragido e tenta delação.
A Promotoria ainda afirma que a empresária Andrea Cristina Alves Borges, a única sócia da Star Pharma até novembro de 2025, teria atuado como "laranja", segundo a Promotoria em empresas do grupo de Primo e de Roberto Leme, o Beto Louco, que também está no centro das suspeitas. A investigação mira a inserção do crime organizado no setor de combustíveis. A Star Pharma e Andrea não foram alvos das ações policiais, que até agora não têm como foco contratos do SUS.
O MP-SP aponta que o grupo de Beto Louco e Primo atuaria na venda de combustível adulterado e utilizava fintechs e fundos de investimento para movimentar os recursos. O documento que menciona a atuação de Andrea baseou a operação Fluxo Oculto, feita
no fim de maio de 2026 como desdobramento da Carbono Oculto. O Ministério Público diz que ela participou da reorganização financeira dos postos de gasolina após o início das apurações.
Fonte: PF pede contratos do SUS com empresa ligada a investigados - 13/07/2026 - Cotidiano - Folha
Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em cinco cidades capixabas. Ação apreendeu cerca de R$ 270 mil em dinheiro, além de veículos e documentos.
A Polícia Federal cumpriu 17 mandados de busca e apreensão durante a Operação Colosso de Areia, realizada na manhã desta quarta-feira (8), em cinco cidades do Espírito Santo. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a contratos públicos que somam, aproximadamente, R$ 908,8 milhões entre 2017 e 2025.

Os alvos da investigação são cinco empresas nas áreas de construção, transporte, engenharia e serviços. Pelo menos nove cidades capixabas possuem contratos públicos com o grupo investigado.
As ordens judiciais foram cumpridas em Vila Velha, Serra e Guarapari, na Grande Vitória; em Conceição do Castelo, na Região Serrana; e em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do estado, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).
Durante a operação, foram apreendidos aproximadamente R$ 270 mil em dinheiro, além de veículos e documentos. Os nomes dos investigados não foram divulgados e não houve presos nesta etapa da operação.
Investigação
As investigações começaram após a prisão de dois homens que transportavam R$ 2 milhões em espécie, em setembro do ano passado. Um dos suspeitos, apontado como laranja do esquema criminoso, foi flagrado repassando a quantia para o outro homem, em duas mochilas e uma sacola.
Os dois detidos foram denunciados à Justiça e revelaram detalhes do possível esquema criminoso, o que possibilitou a PF a rastrear a origem do dinheiro.
Segundo as investigações, empresas de fachada teriam sido utilizadas para ocultar e dissimular recursos obtidos por meio desses contratos fraudados.
O suposto esquema envolvia movimentações financeiras incompatíveis com as atividades declaradas pelas empresas, transferências entre pessoas jurídicas e saques em dinheiro, indícios que caracterizam a lavagem de dinheiro.
A maior parte dos valores foi empenhada entre os anos de 2024 e 2025, nas cidades de Barra de São Francisco, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Iconha, Itapemirim, Presidente Kennedy, Serra, Vila Velha e Vitória.
Mais de 40% das contratações foram feitas com Presidente Kennedy, seguida por Serra com quase 15%, e Vila Velha, com 10%. No entanto, o número de cidades pode aumentar no decorrer das apurações.
Segundo a Polícia Federal, os fatos investigados podem configurar o crime de lavagem de dinheiro, além de outros delitos como crimes contra a administração pública e o sistema licitatório.
Os investigados poderão ser responsabilizados conforme o avanço das investigações.
Fonte: PF faz operação contra lavagem de dinheiro ligada a contratos públicos | G1
Além de armamentos, mandado previa a busca e apreensão de munição, acessórios e documentos de registro, mas, ainda segundo os advogados do ex-presidente, nada foi encontrado.

A Polícia Federal (PF) fez buscas por armas na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo informou a defesa dele.
O mandado previa a busca e apreensão de armamentos, munição, acessórios e documentos de registro, mas, ainda segundo os advogados, nada foi encontrado.
Ainda segundo a defesa, a ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A ação foi confirmada pela Polícia Federal minutos depois, mas os investigadores não deram detalhes.
Segundo interlocutores da PF, as buscas na casa do ex-presidente, que fica no Jardim Botânico, em Brasília, foram rápidas e levaram menos de uma hora.
Fonte: PF faz buscas por armas e munição na casa de Bolsonaro | G1
O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Marcus Amim e o ex-prefeito de Belford Roxo Marcio Canella, atual presidente do União Brasil fluminense, estão entre os alvos de busca e apreensão na nova fase da operação Unha e Carne.

Canella é pré-candidato ao Senado pelo União Brasil. Também são alvos dois policiais ligados a ele. São eles José Carlos Alves de Souza e Pablo Jukia. Amim foi nomeado secretário da Polícia Civil pelo então governador Cláudio Castro.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Nas fases anteriores, a ação prendeu o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, e apurou a relação de agentes públicos com o crime organizado. Ao todo, a PF cumpre 19 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. Também há ordens de sequestro de bens e suspensão da atividade de empresas.
"De acordo com as investigações, o esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), enviado à PF", diz a corporação. São investigados os crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro.
Fonte: Ex-chefe da Civil e presidente do União Brasil do Rio são alvos
Investigação aponta participação de empresas e prestadores de serviços ligados ao porto em esquema criminoso; ação já resultou na apreensão de veículos de luxo, armas e bloqueio de mais de R$ 30 milhões.
A Polícia Federal realizou, nesta segunda-feira (30), a terceira fase da Operação Palma, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar no Porto do Mucuripe, em Fortaleza. As investigações identificaram o envolvimento de três empresas e 14 funcionários e prestadores de serviços vinculados a empresas que atuam no porto, supostamente associados às atividades do grupo.
A apuração policial também resultou na apreensão de veículos de luxo, dez armas de fogo, inclusive de grosso calibre, dinheiro em espécie e no bloqueio de contas bancárias que ultrapassam R$ 30 milhões.
A operação dá continuidade às investigações sobre a tentativa de envio de 435 quilos de cocaína para o exterior, caso identificado em fevereiro de 2025.
Ao todo, são cumpridos 20 mandados judiciais:
De acordo com a PF, os elementos coletados apontam para a existência de um esquema estruturado voltado ao tráfico internacional de drogas, com indícios de utilização da estrutura portuária para viabilizar a exportação de entorpecentes e ocultar a origem ilícita dos recursos obtidos.
Em nota, o Porto do Mucuripe informou que "mantém atuação permanente e integrada" com a Polícia Federal e outros órgãos para evitar o tráfico no local e adota medidas administrativas contra empresas suspeitas de envolvimento.
O Porto afirma ainda que investe na segurança do empreendimento, como a modernização do sistema de videomonitoramento.
Armas e veículos de luxo apreendidos
As diligências realizadas ao longo da investigação também resultaram na apreensão de vários veículos de luxo, dez armas de fogo, inclusive de grosso calibre, além de valores em espécie.
Os investigados poderão responder pelos seguintes crimes: financiamento e integração de organização criminosa, tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, furto, corrupção ativa e passiva e uso de documento falso.
Ainda conforme a Polícia Federal, as investigações continuam para identificar outros envolvidos, aprofundar o rastreamento patrimonial do grupo criminoso e responsabilizar os criminosos.
Fonte: Tráfico no Porto do Mucuripe: PF mira empresas e funcionários | G1
Agentes saíram para cumprir 14 mandados de busca e apreensão, sendo 10 expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e outros 4 expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) — alguns dos envolvidos têm foro privilegiado.
A Polícia Federal (PF) iniciou nesta terça-feira (30) a 2ª fase da Operação Anafóra, para combater a lavagem de dinheiro oriunda do desvio de recursos públicos da saúde. Na 1ª etapa, há 4 anos, Washington Reis (MDB), ex-prefeito de Duque de Caxias e então candidato a vice-governador do RJ na chapa de Cláudio Castro (PL), foi um dos alvos.

Agentes saíram para cumprir, no total, 14 mandados de busca e apreensão, sendo 10 expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e outros 4 expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) — alguns dos envolvidos têm foro privilegiado.
Os mandados são cumpridos em endereços do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias. Em uma empresa ligada ao principal alvo da investigação, em Xerém, distrito de Duque de Caxias, agentes encontraram dinheiro escondido embaixo de um sofá durante as buscas.
A apuração dos atos de lavagem foi aprofundada após a deflagração da 1ª etapa da operação, em setembro de 2022. “Os investigados mantêm bens próprios em nome de terceiros, realizam despesas incompatíveis com sua condição financeira e participam de negociações vinculadas a imóveis”, declarou a PF.
“Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, fraude a licitação e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros que venham a surgir no decorrer das investigações.”
Fonte: Operação Anáfora: PF combate lavagem de dinheiro na saúde do RJ | G1
Agentes e procuradores saíram para cumprir 9 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.
A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (25), com apoio do Ministério Público Federal (MPF), a 2ª fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude bilionária nas Americanas — cujo prejuízo, agora, pode chegar a R$ 54 bilhões, de acordo com os laudos técnicos periciais.

Agentes e procuradores saíram para cumprir 9 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos envolvidos de R$ 54 bilhões.
Desta vez, a força-tarefa busca apurar se acionistas das Americanas e representantes de bancos privados também participaram do esquema.
Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, ex-executivos da companhia montaram um esquema para inflar artificialmente os lucros e o caixa da empresa, ocultando dívidas e manipulando balanços para valorizar as ações negociadas na Bolsa.
De acordo com a investigação, os envolvidos recebiam bônus milionários atrelados ao desempenho financeiro e lucravam com a venda de papéis valorizados artificialmente.
“Os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, afirmou a PF.
“As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa”, emendou.
Fonte: Fraude nas Americanas: PF cumpre mandados e bloqueia R$ 54 bilhões | G1
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